Open finance: 5 vantagens que você precisa saber - Blog da Boavista | Conciliação Financeira

Open finance: 5 vantagens que você precisa saber

Open finance, ou “finanças abertas” em tradução livre, é uma evolução do open banking após a implementação da quarta e última fase desse sistema de compartilhamento de dados financeiros supervisionado pelo Banco Central. 

A quarta fase foi aplicada no dia 15 de dezembro e visa o compartilhamento de informações entre instituições credenciadas sobre investimentos, câmbio, seguros, previdência, títulos públicos, conta salário e outros, porém, sem envolver dados financeiros pessoais, ou seja, de clientes.

 Mas como tudo isso irá funcionar? Quais os pontos mais importantes? Quais as vantagens? Se você também tem todas essas dúvidas, fique atento ao nosso artigo!

1 Amplia o surgimento de novas soluções financeiras

O open finance amplia as vantagens e promove mudanças no sistema financeiro como um todo, diferente do open banking, que centraliza essas transformações no sistema bancário. 

Com isso, na visão do Banco Central, o open finance traz um grande benefício para o consumidor: o surgimento de muitas novas oportunidades de soluções financeiras. 

Porém, não são simples produtos, mas sim serviços financeiros personalizados, integrados e mais acessíveis que promovem, inclusive, um aquecimento no mercado de seguros do Brasil. 

A iniciativa possibilita que o consumidor encontre ofertas de seguros mais atrativas e opções de carteiras de investimentos customizadas para as necessidades do cliente, por exemplo.

2 Autonomia para o cliente 

Mesmo com a autorização para que as instituições financeiras acessem os dados autorizados pelos correntistas, isso não significa que o cliente assinou um “contrato de fidelidade”.

O consumidor poderá, a qualquer momento, desautorizar essa permissão e cancelar o compartilhamento a qualquer hora.

3 Open finance de acordo com a LGPD 

O open finance está regulamentado conforme a Lei nº 13.709, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

A LGPD visa proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade do cidadão, ou seja, ela nasceu a fim de dar mais autonomia para as pessoas quanto ao tratamento de dados pessoais. 

Assim, todos os dados estão sujeitos à autorização do indivíduo, seja no meio físico ou virtual.

4 Segurança

O open finance possui o processo totalmente digital e ocorre em um ambiente com diferentes camadas de segurança online, proporcionando muito mais segurança para o usuário do sistema.

E ainda é uma solução encabeçada e supervisionada pelo Banco Central, que estabelece diversos critérios para as instituições participantes, com o intuito de garantir o sigilo e a autenticidade das informações compartilhadas.  

Portanto, não se preocupe! O open finance não é um compartilhamento descontrolado dos seus dados. Ele é um sistema monitorado e regulamentado, de acordo com as leis protocoladas na LGPD, que garantem a total segurança do usuário.

 E, lembrando que, você tem total controle sob o que quer e o que não deseja compartilhar com as instituições participantes.

5 Redução de tarifas bancárias 

Diversas instituições financeiras participantes do open finance oferecem condições especiais para os seus clientes que aceitam o compartilhamento de informações, tais como a redução de tarifas bancárias, cartões de múltiplos bancos e até mesmo diferentes contas digitais em um único ambiente virtual.

Compartilhamento de informações 

Conforme o Banco Central, o open banking já registrou cerca de 1 milhão de consentimentos para compartilhamento de informações, em seus primeiros 4 meses de validação. 

Ainda conforme o BC, existem mais de 700 instituições autorizadas a participar do sistema. Além disso, já foram realizadas cerca de 51 milhões de conexões entre organizações financeiras ou empresas desenvolvedoras de soluções.

Próximos passos

Por ser mais delicada, a quarta fase do open banking foi dividida em duas etapas. A primeira, como dito anteriormente, ocorreu no dia 15 de dezembro e a segunda está prevista para 31 de maio de 2022. 

Essa segunda etapa envolverá os dados pessoais. Os dados financeiros do usuário poderão fazer parte do open banking, se o cliente autorizar.  

“Hoje falamos em Open Finance e não mais em Open Banking porque é mais abrangente. Grande parte dos novos projetos do Banco Central estão fora do mundo tradicional bancário. Há toda uma parte de finanças descentralizadas que vão ser conectadas juntamente com o Open Banking, lembrando que o Pix se conecta ao Open Banking, que se conecta à moeda digital. Tudo isso faz parte de um arcabouço mais digital no futuro, onde vamos conseguir ver esses produtos navegando de forma transversal, com um custo de intermediação muito mais baixo”, afirmou o Presidente do BC, Roberto Campos Neto.

E aí, ainda restou alguma dúvida sobre o open finance ou open banking? Manda mensagem para um de nossos especialistas, que a gente te ajuda!

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