Coronavírus: Pandemia muda padrão de compras com cartões

Coronavírus: Pandemia muda padrão de compras com cartões

A pandemia de Covid-19, também chamado de Coronavírus, provocou mudanças repentinas nas economias e nos mercados de vários países. Afinal, a alta capacidade de contágio da doença, mesmo com baixa letalidade, tornam-a uma ameaça em escala global.

Vimos os casos crescerem de forma vertiginosa no Brasil em março de 2020. Esse fato obrigou políticos e empresários a tomarem medidas emergenciais para proteger cidadãos e empresas contra o vírus.

Mas como ficam as vendas em cartão de crédito quando o comportamento dos consumidores é afetado de forma tão evidente? Preparamos este material para te ajudar a entender melhor o atual cenário. Boa leitura!

Como estão as vendas em lojas físicas?

O avanço da pandemia fez com que governos estaduais decretassem quarentena em diversas regiões do País. Essas medidas têm como objetivo estabelecer o distanciamento social para diminuir a curva de contágio do vírus. Assim, apenas serviços essenciais poderiam abrir as portas. Coube ao restante adaptar-se ao novo cenário.

De acordo com levantamento divulgado pela Kantar, 74% dos brasileiros saem de casa durante a quarentena apenas para o necessário, como ir ao bancos e supermercados. Já cerca de 67% dos entrevistados deixaram de frequentar bares e restaurantes e 66% de irem a shoppings e parques.

Com isso, os consumidores são desestimulados ao consumo ou precisam apelar para formas alternativas de compras. Fato que antes não estavam em suas rotinas. O impacto nas vendas realizadas por cartões é evidente.

A projeção é negativa por parte da Elo. A bandeira de cartão divulgou análise mostrando que, desde o dia 13 de março, os faturamentos das vendas no crédito e no débito do varejo brasileiro apresentam quedas de até 50%.

Aumento nas vendas em e-commerce

O e-commerce no Brasil já apresentava um constante crescimento. Contudo, a sua importância foi ampliada durante a pandemia COVID-19. O distanciamento social catalisou a transição digital de consumidores. Segundo a Nielsen, o aumento de pessoas que realizaram sua primeira compra nessa modalidade foi de 32%.

Dentre as categorias mais buscadas no período entre janeiro e março de 2020, destacam-se higiene, limpeza caseira, produtos para bebê e mercearia, que apresentaram um crescimento significativo no período

Confira os produtos mais vendidos no período:

  • Álcool em gel: 310%;
  • energético: 25%;
  • papinha para bebê: 51%;
  • termômetro: 45%;
  • água sanitária: 41%;
  • fralda para bebê: 26%;
  • álcool de limpeza: 65%;
  • desinfetante: 14%;
  • lenço umedecido para bebê: 10%;
  • enlatados/conservas: 10%.

Com a mudança de comportamento, alguns setores ganharam mais relevância do que outros nas compras via computador ou smartphones. Análise realizada pela Konduto apontou a tendência de crescimento no varejo online durante a quarentena.

  • Brinquedos: crescimento de 643,05%;
  • Supermercados: crescimento de 448,09%;
  • Artigos esportivos: crescimento 187,90%;
  • Farmácias: crescimento de 74,70%;
  • Games online: crescimento de 58,46%;
  • Entregas: crescimento de 55,66%.

Busca por formas alternativas de pagamento

Não foi apenas o deslocamento dos consumidores que mudou durante a quarentena. A própria mediação dos pagamentos está sendo alterada devido ao Coronavírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou a pandemia em 11 de março, sugeriu que as pessoas deixassem de usar notas físicas para pagar por produtos. A recomendação é que os pagamentos sejam realizados por funções “contactless” (por aproximação) sempre que possível.

A adquirente de cartão de crédito Cielo, por exemplo, registrou um aumento de 200% da modalidade de pagamento por link, em que a venda pode ser realizada até via redes sociais através da geração de um QR Code, boleto ou hiperlinks.

Mais concessão de crédito

Como dito anteriormente, a interrupção da rotina de trabalho provocada pela pandemia afetou diretamente a vida financeira de muitos trabalhadores brasileiros. Isso impacta no consumo e, consequentemente, no faturamento das empresas que dependem das vendas em cartões.

Uma das iniciativas da Caixa Econômica Federal para reverter esse quadro foi reduzir a taxa de juros, para pessoas físicas, do rotativo do cartão de crédito.

Já a Nubank anunciou o apoio de R$ 20 milhões, oriundos de verbas de marketing e outras fontes, para oferecer crédito aos seus usuários via parceiros comerciais. Assim, os clientes podem seguir consumindo e terão suas contas pagas pela fintech.

Buscando também garantir o consumo e reduzir os efeitos da pandemia na economia, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou que fintechs de crédito possam emitir cartões de crédito. A ideia do Banco Central é aproveitar a capilaridade dessas empresas para atingir mais pessoas.

Como sua empresa está lidando com os efeitos do Coronavírus? Suas vendas foram afetadas? Não se esqueça de, além de se proteger contra o vírus, de auditar e a conciliar suas vendas realizadas no cartão de crédito. Nosso blog está recheado de conteúdos sobre o assunto!

 

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