Os 19 principais indicadores financeiros de uma empresa

Os 19 principais indicadores financeiros de uma empresa

A análise através dos indicadores financeiros é de interesse de todos os stakeholders da empresa:

  • sócios (investidores);
  • gerentes;
  • credores;
  • gestores financeiros.

O conhecimento próprio antecipado e a avaliação periódica (mensal) dos indicadores de gestão é fundamental para uma boa gestão!

Por isso, é importante ter em mente que a correta gestão desses indicadores é indispensável para fazer uma análise estruturada e bem adequada à realidade do negócio.

Pensando nisso, separei algumas dicas importantes para você potencializar a gestão dos seus indicadores financeiros ainda hoje. Confira a seguir:

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Os 19 principais indicadores financeiros de uma empresa

De maneira geral, os indicadores financeiros são divididos em estratégicos e operacionais e em quatro grandes grupos, de acordo com a origem das informações e também do objetivo da análise.

Podemos citar como vantagens de trabalharmos com indicadores financeiros:

  • O conhecimento prévio da atual situação financeira da empresa;
  • Tentar se antecipar às mudanças necessárias antes de acontecer o pior;
  • Melhor direcionamento para atingir os objetivos e estratégias da empresa;
  • A empresa entrará em uma rotina de melhora contínua, elevando seus resultados e se diferenciando no mercado;

As desvantagens de trabalharmos com indicadores financeiros:

  • É necessário investimento em qualificação da equipe;
  • Os gestores precisam de reciclagem periódica;
  • Caso a situação financeira da empresa não seja boa, a informação poderá ser exposta;
  • É necessário um mínimo de uma gestão profissional;

Indicadores de Rentabilidade

Os indicadores de rentabilidade servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo capital investido da empresa.

Ao avaliar a rentabilidade os investidores terão condições de decidir se vale a pena manter o empreendimento, se é interessante economicamente aplicar mais capital no negócio ou se a companhia está proporcionando retorno inferior a outras oportunidades de investimento disponíveis.

Alguns indicadores de rentabilidade importantes são citados abaixo:

#1 – Giro do Ativo

Analisa a razão entre as vendas líquidas da empresa em relação ao ativo total.

Avalia a representatividade do faturamento em relação ao capital investido.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Giro do Ativo = Vendas Líquidas / Ativo Total

#2 – Margem líquida

Determina o que restou das vendas após o desconto de todas as despesas, incluindo impostos.

Compara o lucro pertencente aos acionistas com o volume de renda gerado em suas operações.

Funciona de forma muito parecida à margem operacional, mas neste caso, o lucro líquido é utilizado, incluindo os impostos.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Margem Líquida = (Lucro Líquido / Receita de Vendas Líquida) x 100

#3 – Retorno Sobre o Investimento (ROI) / Rentabilidade do Ativo

O ROI, retorno sobre o investimento, é a relação entre o dinheiro ganho ou perdido através de um investimento, e o montante de dinheiro investido.

Revela o potencial de geração de lucros, mostrando quanto a organização obteve de Lucro Líquido para cada real de investimentos oriundos de capitais próprios ou de terceiros.

O cálculo é feito da seguinte forma:

ROI = (Lucro Líquido / Ativo Total) x 100

#4 – Retorno sobre o Patrimônio (ROE) / Rentabilidade do Patrimônio Líquido

ROE se refere à capacidade de uma empresa em agregar valor a ela mesma utilizando os seus próprios recursos.

Demonstra qual a taxa de rentabilidade obtida pelo Capital Próprio investido na empresa e revela quanto a empresa ganhou de Lucro Líquido para cada R$ 1,00 de Capital Próprio investido.

Podemos dizer que a parte mais interessada neste indicador são os acionistas.

Isto é, o quanto ela consegue crescer usando nada além daquilo que ela já tem.

O cálculo é feito da seguinte forma:

ROE = (Lucro Líquido / Patrimônio Liquido) x 100

#5 – Margem operacional

Estabelece qual a porcentagem de cada real de venda restante após o desconto de todas as despesas operacionais (inclusive a diferença entre as receitas e despesas financeiras), com exceção do Imposto de Renda.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Margem Operacional = (Lucro Operacional / Receita de Vendas) x 100

#6 – EBITDA

Representa a geração de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros, depreciações e amortizações.

É um dos indicadores mais utilizados hoje no meio empresarial através da gestão financeira, inclusive para comparação com o mercado.

O cálculo é feito da seguinte forma:

EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização

Indicadores de Endividamento (Indicadores de Estrutura de Capital)

Eles demonstram, assim como os índices de liquidez, a situação financeira da empresa, também devendo ser analisados em comparação às médias das empresas do segmento.

Eles mostram o grau (quantidade) de endividamento e a composição (qualidade) desse endividamento.

#7 – Participação de Capital de Terceiros

Indica o percentual de Capital de Terceiros em relação ao Patrimônio Líquido, retratando a dependência da empresa em relação aos recursos externos.

Ele nos mostra a política de obtenção de recursos da empresa. Isto é, se a empresa vem financiando o seu Ativo com recursos próprios (Patrimônio Liquido) ou de terceiros (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) e em que proporção.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Participação de Capital de Terceiros = (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) / Patrimônio Líquido

#8 – Composição de Endividamento

Mostra quanto da dívida total da empresa deverá ser paga a curto prazo, isto é, as obrigações a curto prazo comparadas com as obrigações totais.

Atenção, pois quanto mais dívidas de curto prazo, maior será a pressão para a empresa gerar recursos para honrar estes compromissos.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Composição de Endividamento = Passivo Circulante / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)

#9 – Imobilização do Patrimônio Líquido

Representa quanto do Patrimônio Líquido da empresa está aplicado no Ativo Permanente, ou seja, o quanto do Ativo Permanente da empresa é financiado pelo seu Patrimônio Líquido, mostrando a maior ou menor dependência de recursos de terceiros.

Quanto mais a empresa investir no Ativo Permanente, menos recursos próprios sobrarão para o Ativo Circulante e maior será a dependência a capitais de terceiros para o financiamento do Ativo Circulante.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Imobilização do Patrimônio Líquido = Ativo Permanente / Patrimônio Líquido

#10 – Imobilização dos Recursos Não Correntes

Demonstra que percentuais de Recursos Não Correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente.

Os elementos do Ativo Permanente têm vida útil que pode ser de 2, 5, 10 e etc… Assim, não é necessário financiar todo o Imobilizado com Recursos Próprios. É perfeitamente possível utilizar recursos de longo prazo, desde que o prazo seja compatível com o de duração do Imobilizado.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Imobilização dos Recursos Não Correntes = Ativo Permanente / (Patrimônio Líquido + Passivo Não Circulante)

Indicadores de Liquidez

Mostram a condição da empresa de saldar suas dívidas e avaliam sua estrutura de endividamento.

#11 – Liquidez corrente (LC)

É um dos índices mais utilizados. Mede a capacidade de pagamento da empresa em curto prazo.

Caso este índice esteja abaixo de 1,0 significa que seus ativos de curto prazo (caixa, bancos, aplicações, etc.) não são suficientes para cobrir seus passivos de curto prazo (fornecedores, empréstimos, etc.) mostrando que os recebimentos e pagamentos estão descasados.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Índice de Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

#12 – Liquidez Imediata (LI)

Mede a capacidade de pagamento imediata da empresa, apenas através das disponibilidades, ou seja, dinheiro em caixa, bancos e aplicações de liquidez imediata.

Cuidado com índices de liquidez imediata muito elevados, pois mostram recursos em caixa e bancos, além do necessário e pode fazer com que a empresa não tenha seus capitais adequadamente protegidos da inflação.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Índice de Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo Circulante

#13 – Índice de Liquidez Seca (LS)

O índice de liquidez seca é semelhante ao índice de liquidez corrente, sem considerar os estoques da empresa, e consequentemente tende a ser menor liquidez corrente.

Ativo Circulante Líquido = Ativo Circulante – Estoques

Um índice de liquidez seca baixo pode indicar que o volume dos estoques está relativamente elevado, necessitando para isso mais capital de giro. Para empresas industriais sugere-se que este indicador seja superior a 0,70 e para empresas comerciais sugere-se que este seja próximo de 0,50, desde que a LC seja maior que 1,0.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Índice de Liquidez Seca = Ativo Circulante Líquido / Passivo Circulante

#14 – Índice de Liquidez Geral (LG)

Também conhecido como Índice de Liquidez Financeira, ele mostra a capacidade de pagamento da empresa a longo prazo.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Índice de Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Ativo Não circulante) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)

#15 – Capital de Giro Líquido (CGL)

É conhecida como a folga financeira, ou seja, é o recurso disponível que permite a empresa funcionar e rodar seus estoques.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante.

Indicadores de atividades

Eles demonstram o tempo que “a empresa demora, em média, para receber suas vendas, para pagar suas compras e para renovar seu estoque.

Através deles, também é possível verificar se o valor dos ativos é razoável, alto demais ou baixo demais em relação ao nível de venda atual e projetado.

Os indicadores de atividade indicam as rotações sofridas pelo capital e por valores empregados na produção, indicando quantas vezes foram empregados e recuperados.

#16 – Prazo Médio de Estocagem (PME)

Demonstra a eficiência de gestão dos estoques. Corresponde ao tempo em que o produto permanece armazenado até sua venda.

O cálculo é feito da seguinte forma:

PME = Estoque Médio (2 anos) / Custo da Mercadoria Vendida (CMV)

#17 – Prazo Médio de Recebimento (PMR)

Demonstra o prazo médio que a empresa recebe suas vendas.

O cálculo é feito da seguinte forma:

PMR = (Duplicatas a Vencer / Vendas) * 360

#18 – Prazo Médio de Pagamento (PMP)

Demonstra a eficiência de gestão dos estoques. Corresponde ao tempo em que o produto permanece armazenado até sua venda.

O cálculo é feito da seguinte forma:

PMP = (Pagamento dos Fornecedores / Valor das Compras) * 360

#19 – Necessidade de Capital de Giro (NCG)

É o valor total mínimo que a empresa precisa ter em caixa. Este valor serve para que a empresa consiga honrar suas obrigações e manter as operações necessárias não parando por falta de recursos financeiros.

Este indicador tem grande utilidade para evitar o endividamento total da empresa. Ele também tem grande reflexo direto no fluxo de caixa da empresa.

O cálculo é feito da seguinte forma:

NCG = PMR – PMP

Como melhorar a gestão dos indicadores financeiros em 10 passos?

  1. Avalie periodicamente o planejamento estratégico da empresa;
  2. Escolha quais indicadores financeiros serão utilizados;
  3. Capacite a equipe responsável pela elaboração e análise dos indicadores;
  4. Determine como será o acompanhamento (mensal, bimestral, trimestral);
  5. Interprete os resultados obtidos junto a sua equipe;
  6. Apresente os resultados, discutindo com a diretoria da empresa quais são as melhores decisões a serem tomadas, sejam elas corretivas ou potencializadoras do negócio;
  7. Ligue esses indicadores aos outros setores da empresa, envolvendo as pessoas no alcance dos resultados. A elevação de qualquer índice deve envolver diversos departamentos para fazer sentido e ter sucesso.
  8. Crie planos de ação para potencializar os números, seja por meio de atividades de endomarketing, premiações ou incentivos. É possível encorajar toda a empresa a criar ideias de mudanças;
  9. Adote uma solução para monitorar dados em tempo real. Você pode ter a equipe mais incrível e capacitada, mas ainda assim é impossível comparar a capacidade de análise de dados de maneira manual com a de um sistema que garante mais desempenho e velocidade dos processos;
  10. Lembre-se: é necessário interligar os indicadores financeiros e não financeiros e acompanhar a organização por meio de um trabalho em conjunto com toda a empresa.

Percebeu como ter uma gestão clara dos indicadores financeiros é essencial para potencializar os resultados da empresa?

Que tal continuar otimizando a gestão financeira da sua empresa? Confira este post com as melhores dicas para otimizar seu fluxo de caixa e potencializar seu negócio.

 

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