Como diminuir a inadimplência na sua empresa em 5 passos infalíveis [+Planilha gratuita]

De acordo com o Serasa, o número de inadimplentes alcançou o recorde de 63 milhões em março de 2019. Mas como diminuir a inadimplência diante desta situação?

Partindo da consciência de que as operações de crédito estão sujeitas à frustração de receitas, é preciso uma sistemática de acompanhamento desse fluxo.

Confira a seguir como reduzir a inadimplência na sua empresa em alguns passos simples:

O que é inadimplência?

De forma geral, a inadimplência é o descumprimento de uma obrigação.

A inadimplência geralmente acontece quando não há o pagamento de bens ou serviços até a data de vencimento ou quando há o descumprimento dos termos de um contrato, por exemplo.

Quais são os tipos de inadimplência?

A inadimplência do consumidor impacta drasticamente o equilíbrio financeiro das organizações, especialmente porque boa parte das matérias-primas no varejo é adquirida a prazo.

É preciso ter estratégias para lidar com todos os perfis de inadimplentes existentes no mercado:

  • devedor ocasional (que enfrenta problemas pontuais);
  • viciado/negligente (mal organizado financeiramente) e mau pagador (má intenção prévia).

Como cobrar clientes inadimplentes?

  • Mantenha um cadastro organizado de todos os devedores. A redução de prejuízos ligados à inadimplência passa pelo controle dos recebimentos e previsão de ações a serem praticadas caso haja algum atraso;
  • Controle todos os atrasos. Tenha total controle de todos os seus clientes, você pode utilizar uma planilha para indicar o valor das dívidas, os valores não vencidos, os valores vencidos e o tempo de atraso. É importante atualizar e analisar essa planilha mensalmente;
  • Negocie as formas de pagamento das dívidas. Entre em contato com o cliente assim que for diagnosticada a dívida, pergunte o motivo do atraso e negocie com ele uma nova data para o pagamento;
  • Aja rápido. Não deixe que a situação piore, se houver um atraso nos pagamentos, você deve agir rapidamente;
  • Crie um plano de ação. Empresas que possuem sucesso na resolução de problemas com endividamento são aquelas que possuem um plano de cobrança;
  • Tente chegar a um acordo. Se você perceber que a situação do devedor é complicado ou não tem garantia de pagamento, tente fazer um acordo, como: recuperar uma parte das mercadorias, obter bens em troca ou até mesmo abrir mão de uma parte da dívida.

Como criar um plano de cobrança?

De acordo com o Sebrae, estas são as etapas principais para criar um plano de cobrança:

  • Etapa 1: Envie uma carta registrada, com Aviso de Recebimento (AR), que dá o prazo de uma semana para pagar a dívida. Se não ocorrer, você pode informar que serão tomadas ações judiciais;
  • Etapa 2: Corte o fornecimento do produto ou serviço. Entre em contato com o fiador e com as pessoas que deram recomendações, para comunicar a situação da inadimplência;
  • Etapa 3: Pressione, enviando funcionários à empresa para solicitar uma explicação sobre a situação da dívida;
  • Etapa 4: Peça para que o seu advogado entre em contato com o cliente;
  • Etapa 5: Proteste as dívidas no cartório e comunique ao devedor esta providência;
  • Etapa 6: Execute as garantias ou responsabilize os fiadores;
  • Etapa 7: Você pode tomar outras ações judiciais, como pedido de falência, execução, etc.

Para cada etapa, você pode criar um prazo. Se uma etapa não tiver algum efeito, você passa para a próxima.

Como reduzir a inadimplência na empresa?

Ofereça uma área do cliente altamente interativa

O controle da inadimplência se faz com oferecimento de recursos para facilitar a quitação.

Dessa forma, é imprescindível que sua loja tenha uma área do cliente para emissão de boletos com valores/vencimentos atualizados e alteração da data de pagamento.

Antes de pensar em modificar o sistema de cobrança, é preciso oferecer recursos como os citados acima; essas ferramentas, aliadas a políticas flexíveis de renegociação, certamente ajudarão sua loja a reduzir o percentual de insolvência.

Estimule a renegociação

Acredite, o custo de recuperação de crédito (judicialmente) é pior que as eventuais perdas em um processo de negociação.

Segundo pesquisas, organizações que oferecem atendimento multicanal, ouvidoria e alternativas de mediação registram redução de 11% no valor contingenciado para litígio por cliente. Não é pouca coisa.

Sua empresa possui alguma orientação quanto a eventuais renegociações?

Tenha um bom método de gerenciamento de crédito

A literatura especializada tem como regra geral ampliar o crédito dos melhores clientes, aumentando lucros, e reduzir/negar aos mais problemáticos, reduzindo as perdas.

Além disso, é preciso monitorar operações de crédito já realizadas, com revisões periódicas em dados cadastrais e relatórios de órgãos de proteção ao crédito.

Isso se faz, evidentemente, com o auxílio de Inteligência Financeira, variável necessária, inclusive, para a consolidação de uma régua de cobrança verdadeiramente eficaz.

Tenha uma régua de cobrança efetiva

Sua empresa tem algum follow-up na confirmação do crédito? Exemplos:

  • envio automático de uma mensagem 2 dias antes do vencimento dos boletos e outra 3 dias depois;
  • remessa de carta de cobrança sem negativação;
  • terceirização da cobrança extrajudicial;
  • recuperação de crédito (judicial).

O ideal é que esse fluxo seja personalizado segundo o comportamento de consumo e pagamento de cada consumidor.

Isso exige, evidentemente, uma boa gestão de recebíveis: você sabia, por exemplo, que 90% dos empresários não têm controle algum sobre o montante a receber diante de milhares de operações mensais com débito/crédito?

Estimule as vendas no cartão de crédito/débito

Uma saída para prevenir os não pagamentos é criar facilidades para que os consumidores comprem com cartões de crédito ou débito.

Já que as lojas pagam taxa de administração para ter essa possibilidade, vender com cartão faz com que os riscos de inadimplência sejam repassados para as administradoras.

Como as instituições financeiras asseguram o pagamento ao lojista, os riscos de frustração de receitas (muito comum nos cheques) são praticamente eliminados nessa perspectiva.

Como calcular a taxa de inadimplência de uma empresa

Para calcular a taxa de inadimplência na sua empresa, é importante saber o número de clientes que a sua empresa atende e o faturamento em determinado período.

No varejo, por exemplo, a taxa é calculada considerando os pagamentos que estão com mais de 90 dias de atraso e menos de 180.

Confira como fazer esse cálculo passo a passo:

  • considere TI como a taxa de inadimplentes;
  • considere TD como o total de débitos com 90 a 180 dias de atraso;
  • e, por fim, considere TC como o total cobrado durante o mesmo período.

Essa é a fórmula: TI=TD/TC

Passo 1: Separe os meses que no mês em que você se encontra completam mais de 90 dias de atraso e menos de 180 dias.

Exemplo: Se você está em junho, selecione fevereiro, março e abril.

Passo 2: Calcule qual o valor total das cobranças que foram emitidas e possuem data de vencimento em cada um desses meses.

Exemplo: Fevereiro: R$ 1.000, Março: R$ 1.000 e Abril: R$ 2.000. Total: R$ 4.000 (TC)

Passo 3: Calcule o valor total de inadimplência em cada mês separado.

Exemplo: Fevereiro: R$ 250, Março: R$ 250 e Abril: R$ 200. Total: R$ 700 (TD)

Agora calcule os resultados na fórmula:

TI: TD/TC

TI: 700 / 4.000

TI: 0,175 ou 17,5%

Portanto, a taxa de inadimplência da empresa no mês de junho é de 17,5%.

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